A inflação dos Estados Unidos ficou em 6% nos 12 meses encerrados em fevereiro, abaixo da leitura de janeiro de 6,4% e caindo pelo oitavo mês consecutivo, revelou o Bureau de Estatísticas do Trabalho em seu relatório na terça-feira. O número veio em linha com as expectativas dos analistas. Mês a mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,4%.

EUA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (Anual)

O crescimento na leitura foi impulsionado principalmente pelos preços dos abrigos. Na comparação com o mesmo período de 2022, o índice de energia saltou 5,2% em fevereiro, enquanto a leitura registrou queda de 0,6% na comparação mensal. Anualmente, os preços dos alimentos dispararam 9,5% no mês reportado, enquanto avançavam 0,4% em relação a janeiro.

EUA – Núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (Mensal)

O núcleo do IPCA, que exclui alimentos e energia, subiu 5,5% em fevereiro na comparação anual, registrando leve queda em relação a janeiro, que registrou alta de 5,6%. Em nível mensal, o número cresceu 0,5% em fevereiro.

EUA – Núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (Anual)
EUA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (Mensal)

Índice de Preços ao Consumidor (CPI), o que é?

O Índice de Preços ao Consumidor é uma medida divulgada mensalmente que examina a média ponderada dos preços de uma cesta de bens de consumo e serviços, como transporte, alimentação e assistência médica. É calculado tomando como base as alterações de preço para cada item na cesta de mercadorias e calculando a média deles. As mudanças no CPI são usadas para avaliar a inflação associadas ao custo de vida da população.

Qual o impacto?

No contexto atual, onde o Federal Reserve está agindo para combater a inflação por meio do aumento da taxa de juros, um CPI mais alto, sugere uma postura mais rígida e uma política monetária mais restritiva, impactando negativamente os ativos de risco. Já um CPI mais baixo que o anterior sugere o oposto, um Fed mais brando, impactando positivamente os ativos de risco.

O que está acontecendo?

A leitura do Relatório de Inflação ao Consumidor americano em fevereiro apresentou queda significante, conforme as expectativas dos analistas, exceto o núcleo na base mensal. Com isso, tendo em vista o atual contexto em que analistas especulam até mesmo cortes na taxa de juros americana em março devido ao recente colapso bancário nos EUA, com a queda de 3 bancos ao longo de 2 semanas, o relatório demonstra que o aperto monetário do Fed continua fazendo efeito, com a inflação caindo pela oitava semana consecutiva, o que impacta positivamente os ativos de risco.

As ações ainda apresentam certa resistência, porém, é compreensível, tendo em vista a perda de credibilidade e confiança dos bancos nos últimos dias, o que reduz o ímpeto dos investidores e afunda o valor dessas ações.

Com a combinação destes dois fatores, e com base nos dados fornecidos pela CME Group, o aperto monetário que a pouco seguia para um intervalo da taxa final mais alta, cerca de 5,25% a 5,5%, e possível aumento de 50 bps na reunião da próxima semana encaminha-se para maiores probabilidades de um aumento de 25 bps em março, e mais um aumento de 25 bps na reunião de maio antes do fim do ciclo de aumentos na taxa de juros, encerrando no intervalo de 5% a 5,25%. Além disso, ainda de acordo com a CME há a probabilidade de 3 cortes na taxa de juros ainda este ano.

Se o Fed agir conforme as expectativas dos investidores, o que tende a ser o mais provável no momento, os ativos de risco tendem a se beneficiar, as criptomoedas e as ações tendem a passar por um rally de recuperação.

No entanto, se o Fed continuar com sua postura Hawkish, as criptomoedas tendem a passar por correções enquanto as ações afundam ainda mais.

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