O banco central da China disse nesta segunda-feira que vai intensificar o apoio à economia em desaceleração, ao mesmo tempo em que observa de perto a inflação doméstica e monitora os ajustes de política monetária em economias desenvolvidas.

O Banco do Povo da China vai manter a liquidez razoavelmente ampla, dará prioridade à estabilidade e tomará medidas para aumentar a confiança, disse o banco em seu relatório de implementação da política monetária no primeiro trimestre.

Instabilidade econômica pressiona autoridades chinesas para ações mais diretas

Após resultados insatisfatórios de desempenho econômico, o Banco do povo da China afirmou que fomentará intensamente os incentivos para a atual economia, visando conter a atual desaceleração que o país asiático se encontra, além disso, também buscará a liquidez horizontal, focando em estabilidade de mercado e na relação fiduciária consumidora. Desse modo, pretende combater os avanços inflação e suas consequências ocasionadas por medidas anteriores que levaram o país para essa situação, portanto, o PBoC deverá observar de perto o monitoramento de política monetárias para as economias mais desenvolvidas do país.

Setor produtivo pode ser consideravelmente impactado

Dentre os setores mais impactados pelas decisões que levaram ao aumento inflacionário pelo polo econômico central está o de manufatura, afinal, nas últimas divulgações da Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP) e do Centro de Informação de Logísticas da China (CLIC), o setor de manufatura demonstrou quedas acentuadas, chegando até mesmo a níveis de atividade manufatureira mais baixos desde 2020. Com tais dados sendo levantados pelo índice de gerente de compras (PMI), que não deve ser desconsiderado, afinal, é responsável por evidenciar as atividades econômicas de cada mês do setor, com questionários enviados mensalmente para diversas empresas industriais na China, fornecendo, assim, uma visão mais maciça das perspectivas econômicas sobre os estágios iniciais do setor produtivo.

Desse modo, um duro impacto foi presenciado para a produção e operação das empresas, bem como a permanência da alta nos preços de matérias-primas do mercado global, muito provavelmente em decorrência das escalabilidades tomadas na guerra da Ucrânia e das atitudes do governo de Pequim em suas políticas tolerância zero para a covid-19, que utilizou de lockdowns extremamente rigorosos em diversas cidades chinesas, trazendo duras consequências para a atividade econômica e aos setores de indústria.

Assim, com níveis preocupantes para o desenvolvimento industrial de mercado, a abrangência para pequenas e médias empresas também ficou em patamares negativos, como mostrado pelo índice Caixin – muito considerado para visões mais precisas dos setores econômicos. Portanto, as decisões do governo de Xi Jinping em prolongar a atual condição econômica podem prejudicar continuamente diversos setores comercias e abrir margens para novas perspectivas obscuras de rumos econômicos, principalmente para os relacionados ao mercado de risco e cambial, prejudicando, inclusive o objetivo do banco central para a promoção de um yuan estável.

Rumos inflacionários podem ser combatidos com maiores flexibilizações, contudo, isso não parece uma boa alternativa

Nessas condições inflacionárias e de baixa perspectiva econômica, o governo da China visa maiores apoios econômicos, principalmente após a medida restritiva no controle pandêmico, afinal, suas projeções de crescimento não se desenvolveram conforme o esperado, provocando interrupções para seus rumos de mercado. Portanto, os artificiais incentivos econômicos podem crescer acentuadamente, aumentando as linhas de crédito para pequenas empresas, esperando, então, uma remota recuperação econômica.

Entretanto, as atuais medidas de bloqueios no país não cessam, inclusive, ainda são acompanhadas das consequências da guerra na Ucrânia que fora de suas linhas territoriais executam problemáticas posições de fatores aditivos para a China. E, ao que parece, para não admitir o erro de medidas do governo chinês, a busca por medidas econômicas para promover os setores industriais e comercias serão utilizadas como forma de conter os atrasos econômicos já evidenciados, mesmo que tais medidas tragam consequências negativas para o futuro da economia chinesa.

Potencial de mercado muito favorável para o medo e incertezas

Com base nas condições influentes da segunda maior economia do mundo, a tendência se encontra muito inclinada para o medo nas abordagens dos investidores, visto que, prezando por suas liquidezes, as condições para migrações para ativos de baixo risco se encontram em alta, principalmente pelas abordagens de austeridade levantadas pelo “Banco Central do Mundo”, o Federal Reserve. Assim, o enorme medo nos mercados acionários pode continuar atingindo o mercado cripto, dado que as condições de seus desenvolvimentos similares ao mercado tradicional em linhas de resposta e adesões institucionais fomentam tal perspectiva.

Dentre as condições aplicadas para o cenário desenvolvido, com maiores linhas de ‘hawkish’ para economia americana, atrelado as condições prejudiciais dos setores produtivos e inflacionários chineses, os ativos de risco, como o Bitcoin, podem ser negativamente impactados com a adesão migratória citada anteriormente para os ativos indexados à moeda americana, o dólar. Portanto, nessa situação apresentada, a recomendação de curto prazo se dá pela seguida de tendência, dado que a principal criptomoeda, o Bitcoin, ainda se encontra no vermelho, sendo considerável seguir movimentações de grandes investidores em situações de divergências com as “sardinhas do mercado”, ou seja, os pequenos investidores.

Gabriel Oliveira • Analista Yellow Crypto