Depois de quase três anos, o governo chinês reabriu as fronteiras do país, sinalizando que a política de Covid zero está chegando ao fim. O primeiro fato que pode-se concluir é, as pressões inflacionárias proveninentes da desorganização das cadeias de suprimentos devem desaparecer ao longo dos próximos meses. Por outro lado, devemos lembrar que, a China é um dos maiores consumidores de petróleo do mundo, e dado que, boa parte da inflação mundial hoje ainda é explicada pelas variações nos preços das commodities energéticas, a reabertura chinesa tende a pressionar para cima o preço internacional do barril de petróleo e poderá trazer de volta o fantasma da inflação.

Às 13:11 (horário de Brasília), o Brent e o WTI eram cotados respectivamente a US$ 80,04 e US$ 75,32 ambos subindo cerca de 2% no dia.

Evidentemente que, a reorganização das cadeias de suprimento é positiva para a recuperação da economia mundial. Porém, devemos ter em mente que, os principais bancos centrais do mundo (BoE, BCE e Fed) ainda deverão continuar utilizando as ferramentas de política monetária disponíveis para que o nível de preços de seus respectivos países retornem a meta ou dentro de um intervalo de tolerância. Portanto, ainda é necessário ter prudência operando ativos de risco.

Por fim, com a notícia, os traders continuam firmes na crença de que o Federal Reserve deverá elevar os juros para o intervalo de 4,50%-4,75% (+25 bps) na reunião de fevereiro. É também importante lembrar que, a inflação ao consumidor norte-americano medida pelo CPI (previsto para a divulgação no próximo dia 12) deverá mostrar mais uma desaceleração do ritmo de crescimento do nível de preços ante o mês anterior, o que deverá provocar um novo movimento de alta, caso concretizado esse cenário.

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