De acordo com Negentropic, como é conhecido, a oferta ilíquida (oferta indisponível, não movimentada) da criptomoeda vem crescendo nos últimos 214 dias, superando até mesmo a acumulação vista em 2020, quando o bullmarket pós-halving estava começando, resultando em uma perda de força de vendidos cujo resultado poderia ser uma continuidade de alta.

Fonte: Glassnode

Fonte: Twitter

Rumo à lua?

É o que, ceteris paribus, os dados sugerem. No entanto, isso não é tudo. O “fantasma” do Federal Reserve, dos EUA, com um discurso consideravelmente ortodoxo nos últimos dias, tem arrefecido o sentimento otimista mercados adentro, o que implica direta e negativamente no criptomercado. No entanto, como foi em outros momentos, qual tenha sido a narrativa do período, uma vez “digerida”, a tendência aponta para um retorno do otimismo, que deve levar os preços a subir outra vez – principalmente com a parte fundamental tão atrativa.

Não é fácil e nunca foi

A zona dos US$ 40 mil, desde quando o Bitcoin atingiu-a pela primeira vez, e para o bem ou para o mal (para cima ou para baixo), é consideravelmente robusta: no ciclo baixista mais recente da criptomoeda, por exemplo, ela levou mais de um mês para ser superada até que o fundo, em US$ 34 mil, fosse atingido. Não seria diferente com a agora resistência, com o termômetro macroeconômico cooperando bastante para suprimir-se o preço.

O que fazer?

Fundamentalmente, como uma ação de uma empresa consideravelmente lucrativa e muito bem financeiramente, o Bitcoin apresenta sinais de compra forte. Isso, todavia, não significa que os preços não podem cair. Com isso em mente, hold estratégico é consideravelmente oportuno, a despeito de trades de curto prazo, ainda bastante passíveis da volatilidade de tal período.

Vinícius Cavalcanti • Analista Yellow Crypto