A casa branca negocia com os seus oponentes políticos o aumento do teto da dívida norte-americana de cerca de US$ 31,4 trilhões, afim de evitar o primeiro calote da história dos Estados Unidos, à medida que a ‘X-date’ ou data limite (01/06) se aproxima. A crise do teto da dívida tem sido um dos principais drivers dos mercados nas últimas 2 semanas.

No centro do acordo entre republicanos e de qualquer acordo entre republicanos e democratas está a implementação de um pacto para limitar os gastos. Enquanto os republicanos estão exigindo cortes profundos em muitos programas do governo ao longo de 10 anos, a Casa Branca quer ver restrições mais modestas ao longo de dois anos. Nenhuma das duas partes entrou em acordo até então e, a cada dia, o risco de um ‘default’ por parte dos EUA aumenta.

A fraqueza do dólar em virtude das expectativas de um Fed mais brando deve ser compensada pelo impasse da dívida. Quanto mais demorar um acordo entre republicanos e democratas, mais tempo durará o estresse nos mercados cambiais.

Perspectivas para o DXY

No médio prazo, o dólar americano deve continuar a buscar novos suportes caso o cenário continue de Fed mais brando nos próximos meses com o índice podendo eventualmente cair para níveis abaixo dos 100 pontos até meados no terceiro trimestre. Além disso, não está no cenário base da maioria dos traders um calote dos EUA, com os efeitos de um evento de tal magnitude ainda desconhecido sobre os mercados cambiais e sobre os demais ativos de risco.

Por outro lado, olhando para o curto prazo, poderemos observar o DXY se situando no range de 100 a 105 pontos, enquanto os mercados cambiais seguem indefinidos sobre a questão do teto da dívida e alinham suas expectativas com a dos membros do Fed que, se recusam a sinalizar de forma clara se irão começar uma rodade de cortes das taxas ainda de em 2023. Mais cedo, Bostic, membro votante do FOMC, afirmou que não está em seu cenário base cortas as taxas antes de 2024, acrescentando que, o Comitê de Política Monetária dos EUA poderá voltar a subir as taxas caso seja necessário. No pior cenário, o DXY poderá romper para além dos 105 pontos.

O DXY praticamente não reagiu às falas de Bostic, o índice do dólar continuou um movimento de queda no gráfico diário, caso tal movimento seja sustentado, alinhado com uma semana bastante vazia no calendário econômico, o índice poderá revisitar a média móvel de 200 períodos no gráfico de 4 horas (atualmente em 101,645 pontos). Em um cenário como esse, poderemos observar um leve movimento de alta por parte dos ativos de risco.

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