O produto interno bruto (PIB) nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2022 diminuiu 1,4% anualmente, de acordo com uma estimativa do Bureau of Economic Analysis. A estimativa anterior de crescimento econômico dos EUA era de 6,9%.

Enquanto isso, o índice de preços para compras domésticas brutas aumentou 7,8% no primeiro trimestre. O índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) aumentou 7% ao ano, enquanto o índice de preços PCE, excluindo os preços dos alimentos e energia, aumentou 5,2%.

Fonte: Breakingthenews

Economia americana cai 1,4% no primeiro trimestre de 2022

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos encolheu 1,4% em uma base anual, revelou a estimativa prévia do Bureau of Economic Analysis (BEA). O mercado projetava um crescimento de 1,1% do PIB dos EUA, ante o crescimento de 6,9% do trimestre anterior.

O índice de preços do PIB também surpreendeu, subindo 8% contra uma projeção de aumento de 7,3%.

Os principais motivos para a causa da contração do PIB norte-americano no primeiro trimestre de 2022

O surto de casos de COVID-19, causado pela variante ômicron no início do ano, foi a primeira causa da contração do PIB dos EUA, citada pelo relatório do BEA. O aumento do número de casos, levou a estados e municípios a adotarem medidas restritivas, que por sua vez, levaram a interrupções de diversas atividades. Além disso, também houve uma menor assistência governamental à setores e indivíduos afetados pela pandemia. A diminuição do investimento privado em estoques e o crescente déficit comercial do país também pesaram nas estimativas.

Como isso poderá afetar a decisão de política monetária do Federal Reserve (FED)

Em meio a um cenário de aumento do nível de preços e uma frustração do crescimento da economia dos Estados Unidos, vale sempre ressaltar que a economia americana está rodando com uma inflação anual de 8,5% (dados de março), um patamar de nível de preços só antes visto nos anos 80.

Em virtude do cenário internacional, com um possível novo desmantelamento das cadeias de suprimento e o aumento do preço das commodities (causado primariamente pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia), a economia dos EUA está exposta a sérios riscos de um quadro estagflacionário (recessão em conjunto com uma inflação alta), sendo assim, caso a situação do mercado de trabalho se deteriore e os próximos trimestres apresentem novamente um crescimento negativo do PIB, é possível que haja um “abrandamento” do aperto monetário proposto até então pelo FED, fazendo com que o banco não avance além da taxa neutra (acima de 2,5%).

Como um cenário de FED mais brando e inflação alta impactaria o Bitcoin?

Supondo tal cenário hipotético, em que o principal requisito é que os índices de preço se mantenham em alta e os resultados do PIB trimestral dos EUA continuem sucessivamente apresentando crescimento negativo. Em um cenário de inflação alta, sem perspectiva de um aperto monetário violento (desconsiderando outros eventos), é possível que ativos deflacionários como o Bitcoin sejam uma alternativa para que os agentes preservem seu poder de compra, por consequência, dada a maior demanda pela criptomoeda, o mesmo sofreria uma significável valorização.

Vale ressaltar que, tal cenário também está em função da percepção do mercado sobre o Bitcoin enquanto ativo de risco e sua utilidade como reserva de valor.

Kleiton Luna • Analista Yellow Crypto