O governo Biden, buscando impedir a China de ajudar a Rússia atingida por sanções, alertou Pequim nesta quarta-feira para não aproveitar as oportunidades de negócios criadas pelas sanções, ajudar Moscou a evitar controles de exportação ou processar suas transações financeiras proibidas.

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse a repórteres que os países do G7 anunciarão em breve uma resposta unificada para garantir que a Rússia não possa escapar das sanções ocidentais impostas pela invasão da Ucrânia com a ajuda da China ou de qualquer outro país.

Falando a bordo do Força Aérea Um a caminho de Bruxelas, onde o presidente Joe Biden participará de uma cúpula de emergência da OTAN, Sullivan disse: “Isso não é especificamente sobre a China, mas se aplicará a todas as economias significativas e às decisões que qualquer uma dessas economias tomar para tentar, de forma intencional e ativa, para minar ou enfraquecer as sanções que implementamos”.

Ele disse que o governo dos EUA transmitiu esta mensagem à China e que “esperamos uma comunicação semelhante da União Européia e de países europeus individuais”.

Depois que Biden fez uma videochamada com o presidente chinês Xi Jinping na semana passada, Pequim condenou as sanções à Rússia. Ele disse que “sanções abrangentes e indiscriminadas só fariam as pessoas sofrerem” e não deveriam ser “mais intensificadas”.

As restrições de exportação dos EUA visam bloquear o acesso russo a bens críticos, como eletrônicos comerciais, computadores e peças de aeronaves.

Washington está preocupado que a China possa ajudar a Rússia a “preencher” e acessar esses produtos violando as restrições comerciais. O governo dos EUA tem ferramentas para garantir que isso não aconteça, acrescentou Sullivan.

A secretária de Comércio, Gina Raimondo, disse à Reuters na quarta-feira que os Estados Unidos puniriam qualquer empresa que violasse os controles de exportação de bens como semicondutores.

Em termos de pagamentos, disse Sullivan, os Estados Unidos e seus aliados do G7 responderão a “esforços sistemáticos, esforços em escala industrial para tentar reorientar a liquidação dos pagamentos financeiros”.

A China não condenou a ação da Rússia na Ucrânia, embora tenha expressado profunda preocupação com a guerra.

Fonte: Finance

Contaminação à China pelas sanções da Guerra

Com as atuais tensões do leste europeu aumentando os nervos para o lado chinês, ainda surge a recente declaração de Jake Sullivan, conselheiro de segurança dos EUA, expondo diretrizes de possíveis apoios da China para com a Rússia, sendo, então, justificada uma resposta americana. Tal suspeita emergiu de indícios sobre a facilitação de liquidações de pagamentos russos, que estariam combatendo os atuais controles de exportação. Assim, a situação do país asiático ficou ainda pior no cenário atual.

China já está carregada de infortúnios

Ainda para Xi Jinping, líder chinês, com a guerra desenrolando e indícios de cumplicidade ao país invasor, há alertas sobre as atuais instabilidades econômicas em seu território, que para solucionar seus problemas vem utilizando de metodologias de crédito e incentivos. Visando, assim, favorecer o investimento de curto prazo para o mercado, portanto, qualquer suspeita externa que possa acarretar em sanções econômicas para a China seriam extremamente danosas para sua economia, com tais medidas sendo extremamente evitadas por Xi.

Por esta linha, as medidas incentivas da autoridade monetária chinesa, como forma de solucionar os problemas criados por eles, ainda podem alavancar seus mercados de risco, propiciando maiores estabilidades para o yuan no mercado cambial, porém, suas consequências poderão ser sentidas no longo prazo, com crises recessivas e altas inflacionárias. Portanto, tais atos propiciam para os criptoativos uma busca por segurança por parte dos investidores, fazendo com que a liquidez seja prezada no curto prazo.

Com a perspectiva do cenário observado se formando nos fatores globais, uma alta inflacionária na China, e no mundo, pode incentivar a busca por ativos contrários a esse fator, como o Bitcoin, fazendo com que haja fuga em massa de capital para tal ativo, afinal, haveriam constantes tentativas de fuga das taxas de inflação, sendo ele muito beneficiado no longo prazo. Portanto, a recomendação de compra para o cenário desenvolvido é reiterada.