O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, que na sexta-feira pediu um aumento dramático na taxa de empréstimos overnight do Fed para mais de 3% este ano, está cruzando os fios com os seguintes comentários pingando:

• A guerra da Rússia significará menos globalização, mais fragmentação em todo o mundo.
• Os efeitos macroeconômicos diretos na economia dos EUA da invasão da Rússia não são tão grandes.
• Poderia facilmente ser que a Europa seja puxada para a recessão como resultado da guerra.
• Já vimos esses tipos de preços do petróleo antes, não causaram uma recessão nos EUA.
• A economia dos EUA continuará a crescer acima da tendência este ano e no próximo, os mercados de trabalho continuarão a melhorar ainda mais.
• Não é como se estivéssemos um pouco acima da meta de inflação; estamos muito longe.
• Todas as indicações são de que a inflação vai subir na primavera.
• A alta inflação exigiu que ‘todos nós’ pensássemos em quão rápido precisamos nos mover.
• Teremos que nos mover mais rápido do que estamos acostumados.
• Temos que pensar maior.

As mensagens de Bullard permanecem tão agressivas como sempre. Após os comentários de Powell na segunda-feira, Bullards disse ontem que o Fed precisa agir agressivamente para conter a inflação e que ele acha que movimentos de 50 pb “definitivamente estariam no mix”.

”O plural “movimentos de 50 bp” claramente não é um caso básico, ainda”, como observaram analistas da Brown Brothers Harriman, “mas Bullard certamente está se esforçando muito por isso”, bem como um segundo turno do balanço para começar o mais rápido possível.

Fonte: Fxstreet

Economia com bons olhos para Bullard

Com novas solicitações para um aumento de taxas do empréstimo ‘overnight’ do Fed, James Bullard, presidente do Federal Reserve de St. Louis, foi inclinado para uma positividade americana no ramo econômico. Assim, esta ocasião foi atrelada com a perspectiva de crescimento, ultrapassando, inclusive a tendencia observada para este e para o próximo ano.

Fatores monetários foram o foco desde mês

Ao passo que pressões foram desenvolvidas sobre as autoridades monetárias americanas, decisões congruentes deveriam ser tomadas, pois, as medidas flexíveis dos EUA já não se sustentavam mais, assim, o término da última reunião de seu comitê de política monetária foi congruente com o esperado. Portanto, nas perspectivas atuais, a situação econômica dos Estados Unidos, segundo os membros do Federal Reserve, não enfrentará um período recessivo, indo nos conformes ao mercado e buscando estabilidade nos preços.

Consequentemente, o mercado americano agora sofre com baixo incentivo ao crédito, não sendo vantajoso para o investidor aplicar pesadamente nos mercados de risco, o que acarreta arrastos de preços, inclusive, para os criptoativos. E com esses fatores, as inclinações de capital externo ficam propicias para o dólar, dado pelo seu ganho de força pode ser justificado com a busca na confiança da moeda, a partir da austeridade impetrada, fazendo com que o medo seja mais constante, visto que a liquidez de ativos aumenta.

Atual precificação pode servir de parâmetro para caminhos futuros

Com o Bitcoin e criptomoedas descentralizadas relacionadas a ele passando por momentos de incerteza de decisões, o mercado está olhando para as perspectivas inflacionárias e ainda se relaciona com o austero processo americano. Assim, no atual nível, podemos concluir que numa visão de aumento inflacionário, uma fuga para o Bitcoin poderá ser observada, o que valorizará o ativo, sendo, então, recomendada a compra prévia a este fato. Porém, ainda deve-se atentar para a cautela, caso o mercado seja estimulado por novos processos de ‘hawkish’.