Fonte: TradingView

Para Gustavo Lopes, educador de história econômica e Gestor de Investimentos da Yellow Crypto em Dubai, os fundamentos econômicos atuais se assemelham muito aos do ‘crash’ das bolsas de valores em 1929:

“Muito crédito sendo direcionado às empresas e aos investidores da bolsas de valores durante os anos anteriores, gerando uma forte produção tecnológica, mas com alto grau de endividamento, além de sanções políticas e restrições econômicas.”, diz Gustavo em analogia entre a Tarifa Smoot-Hawley, de 1930, e as restrições da pandemia de 2020 e das sanções contra a Rússia.

“Depois de uma bolha gerada por crédito fácil, a inflação subiu, obrigando os bancos centrais a subiram as taxas básicas de juros para conter a inflação. Somado a isso, os governos implementaram barreiras econômicas, gerando menores lucros para as empresas. Então, com altos juros, níveis elevados de endividamento e baixos lucros, os mercados começaram a cair levemente, gerando chamada de margem para os investidores da bolsa, que eram obrigados pelas corretoras a venderem suas ações no prejuízo para pagarem suas dívidas com as próprias corretoras, derrubando as ações das bolsas de valores em um efeito cascata e apocalíptico”.

Essa explicação, para Gustavo Lopes, define tanto 1929, quanto definirá 2022 nos futuros livros de história.

“O Bitcoin tem muita correlação com as ações, principalmente as de empresas de tecnologia – que são extremamente endividadas, o que pode derrubar o seu preço para o fechamento do candle mensal da máxima histórica de 2017, em US$ 13.800,00 – região que também é a expansão de Fibonacci de um padrão de baixa (topo duplo) presente em seu gráfico mensal atual.”

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