De acordo com os dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis dos EUA nesta sexta-feira, a inflação mensal nos EUA, medida pelo Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), subiu para 0,6% mensalmente em agosto, contra 0,5% esperados, vindo acima de 0,1% em relação ao mês anterior.

O que é o PCE?

O Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) mede a variação nos preços que os residentes nos Estados Unidos, ou aqueles que compram em seu nome, pagam por bens e serviços. As mudanças no PCE são responsáveis por capturar a inflação (ou deflação) em uma gama de despesas do consumidor e refletir o consumidor do consumidor, um exemplo é a diminuição do consumo de um bem que sofreu um aumento de preços por outro bem substituto (similar). O PCE é o índice de preços favorito dos formuladores de políticas do Federal Reserve (Fed), por diferenças metodológicas pontuais em relação ao Índice de Preços ao Consumidor (CPI).

Como impacta o mercado?

Em linhas gerais, o PCE mede o aumento da inflação aos consumidores americanos, e, no contexto atual, o aumento da inflação tende levar o Federal Reserve a manter sua postura agressiva ou aumenta-la, portanto, um aumento do PCE impacta negativamente os ativos de risco, já a sua queda impacta positivamente.

O que está acontecendo?

A leitura referente ao mês de agosto apresentou uma retomada dos níveis de julho, quando o índice estava em 0,6%, com isso, o Federal Reserve que recentemente afirmou que sua luta contra a inflação ainda não havia acabado, e que não mediria esforços para conter a inflação, agora continua munido de razões para mais um aumento de 75bps em novembro, na próxima reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), assim como previsto em suas projeções econômicas divulgadas após a última reunião do FOMC. Caso se concretize, este será o quarto aumento consecutivo desta magnitude, e tende a derrubar os ativos de risco conforme for precificado pelos investidores.

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