De acordo com a Glassnode, há agora 4,45 milhões de BTC inativos no período, o que sugere que a criptomoeda realmente entrou em uma fase de acumulação após a distribuição ativa desde novembro, com o número decrescente de moedas inativas na rede geralmente se correlacionando com tendências de baixa no mercado, e mostrando que os holders de longo prazo estão despejando suas moedas para evitar perdas ou equilibrar suas posições.

Percent of Supply Last Active 5+ Years Ago – BTC

O que é isso?

Trata-se da parcela da oferta circulante que não foi transacionada em pelo menos 1 ano. Ou seja, nessa métrica, todos os Bitcoins que foram enviados ou recebidos nos últimos 5 anos não são contabilizados.

Qual o impacto disso nos mercados?

Quando existe uma alta porcentagem de Bitcoins circulando, existe uma maior força vendedora, sendo, portanto, algo negativo para o preço. Se a porcentagem de Bitcoins circulando for menor, a oferta vendedora fica menos acentuada, podendo ser positiva para o preço. Entretanto, existem certas exceções, como por exemplo uma melhoria da escalabilidade da rede, que aumenta a utilidade do Bitcoin como rede de pagamentos, ou utilização desses Bitcoins como margem para longs (apostas em altas).

O que está acontecendo?

A métrica respalda uma perspectiva de grande escassez de BTCs no mercado atualmente, não sendo, no entanto, determinante para que o preço suba. A razão para isso passa pela ausência de demanda por considerável redução apetite ao risco em vigência atualmente.

Em confluência com fundamentos consideravelmente pessimistas ligados à política monetária, por exemplo, a métrica aponta uma divergência com os rumos do mercado atualmente, não havendo, no entanto, alvos de preço definidos através dela.