Porcentagem da oferta de Bitcoin ativo pela última vez há mais de um ano, que rastreia quanto da criptomoeda não se move em tal período, se aproxima de 63,2%, com a sua máxima em 63.4%. Como se vê no gráfico, seu topo anterior esteve diretamente ligado a tendência de alta que levou a criptomoeda aos US$ 63 mil, em abril de 2021.

Fonte: Glassnode

Por que isso importa?

Isso tem relação direta com choques de oferta e acumulações. O primeiro trata de eventos que subitamente diminui ou aumenta (nesse caso diminui) a disponibilidade de algo, nesse caso o Bitcoin, o que costuma preceder movimentos impulsivos no seu preço. Já as acumulações, como é sabido, são movimentos onde investidores mantêm o preço a um determinado nível a fim de seguir comprando-o antes de ele disparar.

Reflexo nos preços

Este, obviamente, não sobe de forma vertical. Todavia, algo a ser observado é o fato de, uma vez que ela superou os 62.3%, já bastante alto, o mercado confirmou uma tendência de alta que acabou culminando em uma busca pela resistência de US$ 48 mil na semana passada, com fundos e topos cada vez mais elevados, esbarrando em uma média móvel (200), tradicionalmente um catalisador para o mercado, que muitas vezes funciona como suporte ou resistência dependendo do contexto; no atual, resistência.

Esta métrica fundamenta perspectivas otimistas para os preços do Bitcoin para prazos semanais/mensais. Por toda a história recente da criptomoeda (2016-presente), seus níveis elevados caminharam ao lado de grandes valorizações de preço. Daí, eventuais quedas desde seu topo deverão condizer com rallies que provavelmente o levarão para além dos US$ 60 mil outra vez. Por agora, no entanto, as perspectivas pairam com a superação de níveis como US$ 50 mil. HOLD ESTRATÉGICO: COMPRA.

Gráfico Bitcoin / Dólar. Fonte: TradingView

Vinícius Cavalcante • Analista Yellow Crypto