O modelo de previsão do Federal Reserve Bank de Cleveland, o “Inflation Nowcasting”, está mostrando uma desaceleração da inflação de março nos EUA.

O modelo prevê uma desaceleração de 0,32% em fevereiro para 0,28% em março. Já no núcleo a desaceleração prevista é de 0,6% para 0,39% em linha com as expectativas dos analistas do mercado que esperam uma inflação de 0,40%.

Já no índice anualizado, o modelo sinaliza uma queda de 5,40% do registrado em fevereiro para 4,40% previsto para março. No núcleo o índice deverá continuar praticamente inalterado.

O que é?

O Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) mede a variação nos preços que os residentes nos Estados Unidos, ou aqueles que compram em seu nome, pagam por bens e serviços. As mudanças no PCE são responsáveis por capturar a inflação (ou deflação) em uma gama de despesas do consumidor e refletir o consumidor do consumidor, um exemplo é a diminuição do consumo de um bem que sofreu um aumento de preços por outro bem substituto (similar). O PCE é o índice de preços favorito dos formuladores de políticas do Federal Reserve (Fed), por diferenças metodológicas pontuais em relação ao Índice de Preços ao Consumidor (CPI).

Qual o impacto?

Em linhas gerais, o PCE mede o aumento da inflação aos consumidores americanos, e, no contexto atual, o aumento da inflação tende levar o Federal Reserve a manter sua postura agressiva ou aumenta-la, portanto, um aumento do PCE impacta negativamente os ativos de risco, já a sua queda impacta positivamente.

O que está acontecendo?

Na próxima sexta-feira (31) será divulgado o próximo PCE, cujo o mercado e o Inflation Nowcasting estão prevendo mais uma desaceleração no índice. Caso esse cenário seja concretizado, será possível observar mais otimismo nos mercados, uma vez que, uma inflação menor implica em um Fed menos agressivo. Esses dados somados ao risco de um colapso bancário no país, estão sendo os principais drivers para as altas dos mercados nos últimos dias.

Porém, não se deve negligenciar alguns fatores como: o fato do mercado de trabalho americano ainda continuar resiliente e a demanda continuar pressionando os preços (o que é claro quando observa-se a trajetória da taxa de poupança e os gastos das famílias), elementos estes que podem trazer surpresas para o índice. No entanto, a probabilidade de o índice surpreender e vir acima do esperado parece ser menor do que ele seguir na tendência de baixa, portanto o viés para o mercado na sexta-feira, parece ainda ser de alta.

Dado o que foi exposto, recomenda-se a manutenção do viés altista para as bolsas norte-americanas, uma vez que o mercado deverá reagir positivamente ao índice mostrando a inflação desacelerando. O otimismo deve respingar sobre os criptoativos sobretudo o Bitcoin, que poderá voltar a apresentar uma alta correlação com o S&P 500 em timeframes menores. Porém, deve-se atentar para os fatores adversos citados, sendo necessário uma boa gestão de risco para que as operações alcancem seus devidos alvos.
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