O principal relatório de emprego da economia dos EUA a ser divulgado nesta sexta-feira (10), precisará ter sua última leitura revisada para baixo e vir levemente desacelerado para que os mercados de risco respirem.

O que é o Payroll?

O Payroll não-agrícola, é um relatório do mercado de trabalho norte-americano que mede a variação do número de pessoas empregadas durante o último mês de todas as empresas não-agrícolas.

Como impacta o mercado?

Como o Federal Reserve tem como principais objetivos, a estabilidade dos preços e o pleno emprego. No atual contexto, em que a inflação está em níveis recordes nos EUA, dados de emprego fortes indicam que o BC americano estará confortável para apertar a política monetária e perseguir a meta de inflação. Caso contrário, diante de dados de emprego fracos, a autoridade monetária tende a ser mais cautelosa.

O que está acontecendo?

O último Payroll foi um verdadeiro balde de água fria nos mercados. Os investidores estavam esperançosos na desaceleração do mercado de trabalho e com isso, o fim do aperto monetário do Federal Reserve (Fed). O resultado foi desastroso, a expectativa mediana do mercado era de uma queda de 256 mil novas vagas para 185 mil novas vagas, o observado foi uma incrível leitura de 517 mil novas vagas criadas, mostrando a resiliência da economia norte-americana e o perigo de novas surpresas inflacionárias.

Por esse motivo, a condição sine qua non para que a bolsa norte-americana e os criptoativos se recuperem no curto prazo é uma revisão desse número, acreditando que isso nada mais foi do que um outlier e que os números deverão retornar a média dos 5 meses anteriores ao número aparentemente anómalo, algo em torno de 200 mil novas vagas.

Se o Payroll de Janeiro for revisado e o índice atual vier dentro ou abaixo das expectativas, o mercado deverá se recuperar e a narrativa do fim do aperto monetário com pouso suave poderá retornar. Caso contrário, o mercado deverá seguir em queda.

Com as falas hawkish do presidente do Fed perante o congresso hoje (07/03), o S&P 500 fechou em queda de mais de 1,50% e o Bitcoin operava também em queda de 1,63%. Os investidores agora apostam fortemente em uma elevação de 50 bps na próxima reunião do FOMC, marcada para o próximo dia 22 de março.

Porém, isso tudo poderá mudar e os mercados poderão voltar a respirar caso os dados do mercado de trabalho, da atividade econômica e da inflação mostrem fraqueza nas próximas leituras.

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