O vice-embaixador russo na ONU (Organização das Nações Unidas), Dmitry Polyanskiy, disse que seu país tem o direito de usar armas nucleares se for “provocado” pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Hoje, a invasão da Ucrânia completa um mês e uma reunião de líderes da aliança militar ocorre em Bruxelas.

Em entrevista à emissora britânica Sky News, Polyanskiy, um dos principais diplomatas da Rússia nos Estados Unidos, foi questionado sobre declaração do porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou que seu chefe poderia apertar o botão nuclear se o país sentir que está enfrentando uma ameaça “existencial”

Fonte: Uol Noticias

FUD claríssimo nas atuais condições

Utilizado desde os remotos tempos da humanidade, a estratégia composta por medo, incerteza e dúvida, abreviada do termo FUD (em inglês Fear, Uncertainty and Doubt), consiste em criar falsas expectativas para o alvo inimigo, utilizando de desinformações acerca de determinado fator para desvalorizar estrategicamente alguns ativos.

Dito isso, podemos observar que tal estratégia foi plenamente empregada pelo atual vice-embaixador russo, Dmitry Polyanskiy que, discursando na Organização das Nações Unidas, afirmou que a Rússia tem o pleno direito ao uso de armas nucleares, caso a Otan persista em seu avanço provocativo.

Em meio a represálias, Rússia se encontra numa complicada situação

Já enfrentando a realidade de sua fracassada estratégia militar de guerra relâmpago, a “ex-República Soviética” se encontra em bombardeios econômicos e com frustrações recorrentes. Assim, medidas estapafúrdias provocadas por seus líderes políticos podem ser vistas frequentemente, portanto, não restam alternativas cabíveis para uma justa resposta aos avanços ocidentais, com o uso da força ameaçadora se tornando o único caminho para eles.

Dito isso, o mercado naturalmente se preocupa com grandes avanços para um novo conflito de escala mundial, afinal, uma enorme devastação poderia ocorrer com a ala nuclear operante, fazendo com que o medo seja constantemente sentido, aumentando os potenciais decisórios para os ativos. Logo, uma instabilidade nos preços não pode ser vista como fator surpreendente, dado que um arrasto em meio a uma nova “Crise dos Mísseis” pode ser novamente protagonista. Consequentemente, uma busca pela segurança ocasionada pelo sentimento atual tende a ser perseguida pelos investidores, prezando por sua liquidez, principalmente nos ativos inseridos no mercado cripto.

Decisões políticas de caráter duvidoso, como o exposto acima, podem levar a letalidade, como uma possível escalada nos conflitos, onde um abrupto momento de baixas poderia ser visível nos mercados de alto risco, principalmente nos criptoativos descentralizados, como o Bitcoin, abrindo margens para novos “descontos”, o que indicaria um oportuno momento para boas compras. Em contrapartida, com a perda de força do dólar ocasionada por incentivos inflacionários, o Bitcoin poderia sofrer um enorme ganho em sua força ante a moeda americana, ocasionando em boas ocasiões para venda, dado que seria atingido por um momento de alta.